Burnout e os Riscos Psicossociais na NR-1

Sua empresa tem RH para absorver essa mudança?

Em 2021, o Brasil registrou 823 afastamentos por síndrome de burnout. Em 2025, esse número chegou a 7.595. São quatro anos e um crescimento de 823% — documentado pelo Ministério da Previdência Social e repercutido por veículos como G1, Folha de S.Paulo e Carta Capital. No mesmo período, as denúncias relacionadas à saúde mental no trabalho feitas ao Ministério Público do Trabalho passaram de 190 para 1.022 registros — um aumento de 438%. JusDocs

Somente em 2025, mais de 546 mil afastamentos foram concedidos por questões de saúde mental, dentro de um total de mais de 4 milhões de licenças por incapacidade temporária — um crescimento de 15% em relação a 2024, colocando os transtornos mentais como uma das principais causas de afastamento no país. Ansiedade, depressão e esgotamento profissional ocupam hoje o segundo lugar no ranking de motivos de afastamento, ficando atrás apenas das doenças da coluna. Saladanoticia

O impacto financeiro também é expressivo: estima-se que os custos para o INSS com afastamentos por saúde mental cheguem a R$ 3,5 bilhões. Mas esse número é apenas a ponta visível. O que não aparece nos relatórios da Previdência é o custo que fica dentro da empresa. Saladanoticia

O custo que não aparece no INSS

Quando um colaborador entra em colapso, o dano mais fácil de medir é o afastamento. O mais difícil — e o mais caro — é tudo que veio antes: os meses de presenteísmo, quando a pessoa estava na cadeira mas operando em modo de sobrevivência; a queda de qualidade nas entregas; o time sobrecarregado cobrindo quem já não conseguia mais; o gestor que não sabia o que estava vendo.

Uma pesquisa do Wellhub mostrou que 89% dos líderes brasileiros afirmam que problemas de saúde mental aumentam os custos das empresas. A questão não é mais se isso custa caro. É se a empresa tem instrumentos para identificar onde o risco está antes de virar afastamento, passivo trabalhista ou demissão silenciosa. RS Data

A Organização Internacional do Trabalho estima que os riscos psicossociais representam uma perda anual equivalente a 1,37% do PIB global. No Brasil, esse impacto aparece nos afastamentos, na rotatividade e na queda de desempenho das equipes. Migalhas

Por que as PMEs estão mais expostas

Grandes empresas têm estruturas dedicadas: gerências de saúde ocupacional, parceiros de EAP (Employee Assistance Program), plataformas de bem-estar, psicólogos contratados. Mesmo assim, os números explodem.

As pequenas e médias empresas brasileiras, em geral, não têm nada disso. Têm um analista de RH — quando têm — que acumula folha, recrutamento, treinamento e, agora, a responsabilidade de mapear riscos psicossociais para cumprir a NR-1. O problema não é a falta de vontade. É a falta de método.

Os afastamentos por saúde mental cresceram cerca de 79% entre 2023 e 2025, evidenciando uma aceleração consistente e não episódica. Isso posiciona a saúde mental como uma variável crítica de gestão com impacto direto em produtividade, absenteísmo, turnover e custos organizacionais. Uma empresa de 80 funcionários com dois afastamentos por burnout em um ano já sente o impacto no caixa, no clima e na operação e provavelmente não sabe que poderia ter sido previsto. Solides

O que a NR-1 passou a exigir — e o que isso significa na prática

Em 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego instituiu a exigência de mapeamento de riscos psicossociais nas empresas, com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1. Desde 26 de maio de 2026, a fiscalização está ativa. Empresas que não têm o Programa de Gerenciamento de Riscos atualizado com os fatores psicossociais estão sujeitas a autuação. Wellhub

Mas há uma distinção importante que muitas empresas ainda não entenderam: a NR-1 não pede palestra de bem-estar nem app de meditação. Ela pede diagnóstico. Ela pede que a empresa saiba, com base em metodologia reconhecida, quais são os fatores de risco no ambiente de trabalho, quais populações estão mais expostas e quais medidas preventivas estão sendo adotadas.

Isso é diferente de ter um benefício de saúde mental. É gestão de risco.

O PRISMA: diagnóstico antes do problema virar processo

Aguardar a aprovação definitiva pelo Senado para começar a se preparar é o erro mais comum — e o mais caro. A transição começa dois meses após a promulgação. Quem esperar para agir depois vai correr contra o relógio e tomar decisões sob pressão.

O que pode ser feito já:

A Vitaryon desenvolveu o PRISMA exatamente para endereçar esse gap nas PMEs. Através de um diagnóstico gratuito de riscos psicossociais baseado no Questionário de Copenhague — o COPSOQ, instrumento validado internacionalmente e reconhecido como referência em saúde ocupacional — desenvolvido originalmente na Dinamarca e validado para o contexto brasileiro por pesquisadores da área de saúde do trabalhador. Agência Brasil

O que o PRISMA entrega não é um relatório genérico de clima. É um mapeamento estruturado que identifica onde os riscos estão, em quais áreas ou perfis de função a exposição é maior e o que isso significa para a gestão do PGR. É o ponto de partida para uma empresa cumprir a NR-1 com substância — e não apenas com documento.

Para uma PME sem estrutura interna de saúde ocupacional, isso representa a diferença entre agir com dados e agir no escuro. Entre prevenir o afastamento ou pagar por ele depois — no INSS, no processo trabalhista ou na cadeira vazia que ninguém consegue preencher tão rápido quanto precisa.

O que os números dizem sobre o momento

Especialistas alertam que os números oficiais podem subestimar a dimensão real do problema, já que o burnout é de diagnóstico complexo e frequentemente aparece associado ou confundido com outras doenças — e trabalhadores informais, que não contribuem para o INSS, ficam fora das estatísticas. Gazeta da Semana

Isso significa que os 546 mil afastamentos de 2025 são o piso, não o teto. O número real de trabalhadores operando em sofrimento psíquico é maior. Parte deles está na sua empresa agora.

A pergunta que o RH precisa conseguir responder não é “temos colaboradores com burnout?”. A resposta provável é sim. A pergunta é: “sabemos onde está o risco antes de ele virar afastamento?”

O PRISMA foi construído para responder isso. É gratuito, metodologicamente fundamentado e desenhado para a realidade das médias empresas brasileiras — sem exigir estrutura que elas não têm.
Se você ainda não fez o diagnóstico da sua empresa, o melhor momento era antes da NR-1 entrar em vigor. O segundo melhor momento é agora.

Acesse www.vitaryon.com.br/prisma e conheça o PRISMA.

Referências utilizadas neste artigo:

  • Ministério da Previdência Social (dados 2021–2025) · G1/Metaverso · Folha de S.Paulo / Fenati · ANAMT · RH Pra Você · Carta Capital · Wellhub · OIT · COPSOQ Brasil

Post anterior
Próximo post

CliftonStrengths® e Gallup® são marcas registradas da Gallup, Inc., utilizadas aqui apenas para fins descritivos. Esta página não representa vínculo ou afiliação com a Gallup, Inc.

A Vitaryon é certificada pela Gallup para aplicar o CliftonStrengths®.

Localização:

Avenida Queiroz Filho, 1700 Sala 201 - Torre A

© 2025 Created by RafaelCosta®